Idiomas. Qualquer pessoa que me conhece sabe que idiomas, em geral, é um assunto que me desperta atenção, curiosidade, interesse. No primeiro momento, algumas pessoas pensam que já morei fora, ou que estudo idiomas desde criança, mas sempre deixo claro que meu aprendizado até hoje foi integralmente desenvolvido nos United States of Brazil! Mais especificamente, no Ceará.
Uma situação cômica, trocando beach por bitch, e comecei a estudar inglês.
Enquanto lia 'Código da Vinci', livro de Dan Brown cujo cenário principal é a França, com vários diálogos em francês, fiquei interessado em aprender o idioma, e lá fui eu fazer a prova da Casa de Cultura Francesa; entrei no 1° semestre e terminei o curso ano passado.
Vi o filme 'Der Untergang', que conta a história de Hitler por um outro ângulo, e foi o suficiente para me despertar a vontade de aprender alemão, e lá fui eu fazer a prova da Casa de Cultura Alemã; entrei no 1° semestre e cá estou no 6°, pelejando, mas quase terminando o curso.
Depois, lendo 'Anjos e Demônios', livro também de Dan Brown cujo roteiro se passa na Itália, com vários diálogos em italiano, interessei-me em aprender o idioma e estudei-o durante duas semanas, por conta própria, usando o método Assimil (recomendo!). Logo após, fiz o teste de nível e entrei no terceiro semestre da Casa de Cultura Italiana, em que estou atualmente.
Tá. Mas e o espanhol? Ehrr.. pois é. Nunca me interessei. Há algo no idioma castellano que.. sei lá! Na verdade acho que falta algo no idioma que me atraia. Ou talvez seja culpa de Dan Brown, que nunca escreveu um livro com cenário em Madri. ahuehuae.
Fato é que meu espanhol se resume a "yo no hablo español", "hasta la vista" e "adiòs", e ainda deve haver alguns erros nas expressões acima.
Fato também é que no final deste mês, se tudo der certo (e vai dar!), farei uma viagem para países cujo idioma oficial é o espanhol. Mochilarei com uns amigos por alguns países vizinhos, e nenhum de nós fala espanhol.
Ok, entender até que é possível; um pouco. As semelhanças do espanhol com o português certamente nos permitem uma leitura e compreensão oral razoáveis, salvas exceções. Mas escrever, falar, são outros 500.
Nesta semana, enquanto assistia ao programa 'Aprendiz Universitário', uma situação em particular me fez refletir melhor sobre esse meu 'preconceito', afinal não conheço o idioma, para 'julgá-lo'. Na última tarefa, os candidatos foram deixados em uma cidade italiana, portando apenas seu passaporte, com o objetivo de chegarem a uma outra cidade, um pouco distante, o mais rápido possível. Um dos dois finalistas, Rodrigo Solano, não falava italiano e nem mesmo inglês. Quase que literalmente passou fome. Gestos são úteis, ok, mas nem sempre são suficientes. Foi impossível estabelecer qualquer comunicação.
Isso me fez refletir sobre mim. Estivesse falando da Europa, ahhh, lá eu conseguiria me virar tranquilamente com inglês, francês, italiano, e ainda me arriscaria com o alemão. Mesmo que eu só falasse o inglês, creio que não teria grandes problemas, pois é fato que uma boa parcela da população europeia fala inglês. Na América do Sul, por outro lado, creio que a situação não seja lá tão semelhante; tiro pelo Brasil. Daí fiquei me imaginando lá no Peru, faminto, querendo comer algo sem carne, sem saber o nome de alimento algum em espanhol. E também não sou muito bom com desenhos; meus alunos que o digam. Bem crítico.
Devido a todos os receios que tenho de o não conhecimento, nem mesmo a nível básico, do idioma espanhol poder me trazer sérias complicações, principalmente relacionadas a alimentação e localização, estou, aos poucos, vencendo meu preconceito para com o idioma, e já está nos meus planos do mês começar a estudá-lo.
O material já baixei. "Assimil: lo Spangnolo senza sfuerzo", que ensina espanhol através do italiano. Falta só começar a pô-lo em prática e torcer para que os 19 dias que ainda restam antes da viagem sejam suficientes para eu conseguir aprender ao menos como dizer queijo e ovo.
Hasta la vista!
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