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domingo, 20 de junho de 2010

Wish me good luck


Viagem tá chegando. A hora não é das melhores, já soubera desde o princípio; mas não entrarei no mérito da questão. Não teve jeito. Foi o jeito. Passagens compradas e dezenas de empecilhos que a data me trouxe. Prazo pra passaporte, pra 2ª via do RG, 6 cadeiras na faculdade para negociar adiantamento de provas e trabalhos com professores, o mesmo no alemão e no italiano, 3 escolas onde ensino para adiantar aulas, negociar com alunos, outros professores, coordenadores e diretores, negociar com meus alunos particulares e com outras 3 atividades que realizo.

Segunda-feira, farei 2 provas pela manhã, 1 à tarde e 4 à noite. Terça-feira, 3 provas pela manhã, 3 à tarde e 2 seminários à noite. Quarta-feira, 3 provas de manhã e 8 relatórios para entregar. Some-se a isso preparar aulas, resolver pendências burocráticas da viagem e fazer compras. E meu "tempo livre" seria no final de semana. Entretanto, hoje trabalhei a manhã inteira e tive treinamento a tarde inteira, voltando a trabalhar durante a noite.

Resumindo, tenho todas as 24h do domingo para estudar para 8 provas da faculdade, montar 2 seminários, fazer 8 relatórios, estudar para as 4 provas do alemão e para as 5 do italiano, ler os livros paradidáticos respectivos, preparar algumas aulas e fazer compras.

So wish me good luck..

domingo, 13 de junho de 2010

Valentine's day

Lá nos EUA, o dia dos namorados é comemorado em February, the 14th. Aqui, dia 12 de junho. Engraçado. Nos últimos 22 anos essa data sempre me passara em branco, e nunca sentira falta; era um dia como outro qualquer. Até pq meu relacionamento mais duradouro fora de 3 meses e alguns dias, e nem era oficialmente um 'namoro'.

O status solteiro sempre estivera intrínseco a mim. Amigos, família, todos já sabiam: este aí não quer saber de namorar. E não queria mesmo. Pra eu gastar meu tempo com outra pessoa, teria que ser uma top. Do jeito que eu queria. Charmosa, carinhosa, atenciosa; simpática, divertida, engraçada; sincera, segura de si e auto-confiante; e, pelo amor de Deus, inteligente - porque mulher sem cultura e/ou inteligência é broxante. Não adiantava ter algumas dessas características e não ter as outras. Eu nunca forcei a barra com ideias do tipo "ah, vamos namorar, vamos nos dar uma chance e ver se dá certo". Nem. E não é que eu me ache o pop star digno de tudo isso; apenas nunca quis perder meu tempo com pessoas que, de algum modo, não valessem a pena. Nunca corri atrás de namoro. Sempre vivi minha vida de solteiro.

Aí, este ano, boom! Uma menina com tudo isso e muito mais surgiu na minha vida, de pára-quedas. Inteligente, desenrolada, linda, fala 4 idiomas, beijos. Além de tudo, uma artista, que escreve poesias, desenha, dança, canta e me encanta.

Quem diria?! Já são mais de 4 meses de namoro, e ontem, pela primeira vez na vida, comemorei a caráter o dia 12 de junho. Ganhei um presente a corramairlinda, e dei outro bem gostoso. Haha. Conhecemo-nos no West Coast Swing, então nada mais oportuno que comemorar o dia na West Coast do Ceará. Anedota sem graça, ok. Mas o dia foi perfeito, como cada instante a seu lado (que romântico, quem vê até pensa.. haha).

sábado, 12 de junho de 2010

Innovation, renovation and excellence

Últimos dias de dezembro. Lá estava eu, cheio de expectativas quanto ao ano vindouro, este tal 2010. 1° de janeiro, e já dei um título mental ao que este ano representaria para mim: Innovation, renovation and excellence. Na verdade, eu não tinha nada concreto em mente, apenas o título. Acredito muito que nós atraímos aquilo que mentalizamos, mesmo que indiretamente. E, este ano, estou experienciando isto na prática.

Este ano veio, que veio cheio de novidades. Coisas que eu nunca fizera. Coisas que nunca pensara fazer. Coisas que já até pensara mas não conseguira pôr em prática. Projetos adiados. Muitas coisas convergindo e acontecendo este ano. Cada mês, uma, duas, três surpresas.

Dança. Nunca tinha feito aulas de dança, nem mesmo de forró - neste eu apenas enrolava; quem dançava mais de uma música comigo que o diga ;P. Em janeiro, ouvi falar de West Coast Swing, um ritmo não muito conhecido por aqui, but very charming. Interessei-me e me matriculei no intensivo de férias. Gostei bastante do ritmo e ainda assisto, de vez em quando, a algumas aulas do intermediário e de musicalidade. Meus professores detonam. ;D

Italiano. Como disse em outro post, li um livro contendo alguns diálogos no idioma, estudei um pouco depois e aprendi o básico. Este ano, inscrevi-me para o teste de nível da CCI e passei para o 3° semestre. Infatti, una lingua molto bella!

Vegetarianismo. Desde meados de 2009, eu já tinha uma "mente vegetariana", embora me entupisse de carne 2 vezes ao dia. Era de uma hipocrisia deprimente. Defendia o vegetarianismo nas rodas de discussão quando o assunto surgia, mas, ao chegar em casa, ia direto atacar o bifão. Passei meses nessa, sem conseguir me tornar vegetariano. Aliás, sem conseguir não, sem tentar. Na minha mente, seria tudo muito complicado, pois eu nunca tivera o hábito de comer verduras, detestava a maioria das que conhecia e desconhecia a gama de variedades alimentares e sabores da culinária vegetariana. Início do ano, e decidi que era hora. Ainda em janeiro, fui parando, aos poucos, de comer carne vermelha, enquanto estudava bastante o assunto (leia-se bastante mesmo, horas por dia), lendo livros, artigos, vendo documentários, vídeos avulsos, websites etc. Um mês mais tarde, larguei também a carne branca e todos os produtos derivados de animal morto.
Houve quem dissesse que eu não aguentaria um mês; já estou há quase quatro.
Houve quem achasse que eu passaria fome, que emagreceria; tenho mantido minha massa exatamente como era.
Houve quem pensasse que eu comeria a força, sem prazer; mínha língua, pelo contrário, não tem reclamado, e sim agradecido por eu lhe ter apresentado deliciosos sabores outrora ignorados.
Houve quem apostasse que eu iria gastar fortunas pra me manter com uma dieta assim; meu dinheiro tem sido muito melhor empregado.
Houve quem tivesse certeza de que eu ficaria doente, alegando que a carne era essencial na dieta de um humano. A estes, bons estudos! ;)

Namoro. O status solteiro sempre esteve intrínseco a mim. Amigos, família, todos já sabiam: este aí não quer saber de namorar. E não queria mesmo. Nunca corri atrás de namoro. Sempre vivi minha vida de solteiro. Aí, este ano, boom! Uma menina muito especial surgiu na minha vida, de pára-quedas. Quem diria?! Já são mais de 4 meses de namoro, e ontem, pela primeira vez na vida, comemorei a caráter o dia 12 de junho.

Viagem. Quando eu estava no ginásio, era apaixonado por geografia dos continentes. Sabia desenhar o mapa mundi, o do Brasil indo e voltando, o de cada continente de cabeça pra baixo. Sabia todos os 26 Estados do Brasil e suas capitais, todos os então 51 Estados norte-americanos e suas capitais, todos os então 192 países do globo e suas respectivas capitais. Queria ser geógrafo. Queria conhecer cada lugar, cada cultura. Fui crescendo, esquecendo as capitais dos países asiáticos, os próprios países africanos, e já não desenho o mapa-mundi como antigamente. Mas minha vontade de conhecer o mundo, de ponta a ponta, só vem aumentando. Estudando idiomas, estudo também a cultura dos respectivos países, e isso me atrai enormemente. As paisagens, o povo, a história de cada lugar. Há muito tempo eu queria fazer uma viagem pra fora, e sempre me faltava ou tempo, ou dinheiro, ou os dois - majoritariamente. Este ano, finalmente, vou fazer minha primeira viagem pra fora. Próxima semana, vou à Bolívia com uns amigos, e logo em seguida ao Peru. Será uma viagem rápida, de 3 semanas. Queria conhecer mais lugares, no Chile, na Colômbia, na Venezuela. Mas optamos por conhecer bem poucos lugares ao invés de dar uma passada em vários, passar mais tempo conhecendo que viajando.

Espanhol. Nunca quis aprender, como já falei em outro post. A viagem me fez ter interesse, mesmo que por necessidade. Comecei a estudar o idioma há uma semana, e estou me esforçando. Espero viajar com o básico, pelo menos. Quem sabe, na volta, a Casa de Cultura Hispânica não me espera? hahaha.

De fato, para mim, um ano de surpresas. Um ano de innovation, renovation and excellence. Espero que cada mês vindouro me traga uma nova surpresa e que eu continue inovando, renovando-me e visando a excelência em tudo o que faço.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Time to get rid of all prejudice

Idiomas. Qualquer pessoa que me conhece sabe que idiomas, em geral, é um assunto que me desperta atenção, curiosidade, interesse. No primeiro momento, algumas pessoas pensam que já morei fora, ou que estudo idiomas desde criança, mas sempre deixo claro que meu aprendizado até hoje foi integralmente desenvolvido nos United States of Brazil! Mais especificamente, no Ceará.

Uma situação cômica, trocando beach por bitch, e comecei a estudar inglês.

Enquanto lia 'Código da Vinci', livro de Dan Brown cujo cenário principal é a França, com vários diálogos em francês, fiquei interessado em aprender o idioma, e lá fui eu fazer a prova da Casa de Cultura Francesa; entrei no 1° semestre e terminei o curso ano passado.

Vi o filme 'Der Untergang', que conta a história de Hitler por um outro ângulo, e foi o suficiente para me despertar a vontade de aprender alemão, e lá fui eu fazer a prova da Casa de Cultura Alemã; entrei no 1° semestre e cá estou no 6°, pelejando, mas quase terminando o curso.

Depois, lendo 'Anjos e Demônios', livro também de Dan Brown cujo roteiro se passa na Itália, com vários diálogos em italiano, interessei-me em aprender o idioma e estudei-o durante duas semanas, por conta própria, usando o método Assimil (recomendo!). Logo após, fiz o teste de nível e entrei no terceiro semestre da Casa de Cultura Italiana, em que estou atualmente.

Tá. Mas e o espanhol? Ehrr.. pois é. Nunca me interessei. algo no idioma castellano que.. sei lá! Na verdade acho que falta algo no idioma que me atraia. Ou talvez seja culpa de Dan Brown, que nunca escreveu um livro com cenário em Madri. ahuehuae.

Fato é que meu espanhol se resume a "yo no hablo español", "hasta la vista" e "adiòs", e ainda deve haver alguns erros nas expressões acima.

Fato também é que no final deste mês, se tudo der certo (e vai dar!), farei uma viagem para países cujo idioma oficial é o espanhol. Mochilarei com uns amigos por alguns países vizinhos, e nenhum de nós fala espanhol.

Ok, entender até que é possível; um pouco. As semelhanças do espanhol com o português certamente nos permitem uma leitura e compreensão oral razoáveis, salvas exceções. Mas escrever, falar, são outros 500.

Nesta semana, enquanto assistia ao programa 'Aprendiz Universitário', uma situação em particular me fez refletir melhor sobre esse meu 'preconceito', afinal não conheço o idioma, para 'julgá-lo'. Na última tarefa, os candidatos foram deixados em uma cidade italiana, portando apenas seu passaporte, com o objetivo de chegarem a uma outra cidade, um pouco distante, o mais rápido possível. Um dos dois finalistas, Rodrigo Solano, não falava italiano e nem mesmo inglês. Quase que literalmente passou fome. Gestos são úteis, ok, mas nem sempre são suficientes. Foi impossível estabelecer qualquer comunicação.

Isso me fez refletir sobre mim. Estivesse falando da Europa, ahhh, lá eu conseguiria me virar tranquilamente com inglês, francês, italiano, e ainda me arriscaria com o alemão. Mesmo que eu só falasse o inglês, creio que não teria grandes problemas, pois é fato que uma boa parcela da população europeia fala inglês. Na América do Sul, por outro lado, creio que a situação não seja lá tão semelhante; tiro pelo Brasil. Daí fiquei me imaginando lá no Peru, faminto, querendo comer algo sem carne, sem saber o nome de alimento algum em espanhol. E também não sou muito bom com desenhos; meus alunos que o digam. Bem crítico.

Devido a todos os receios que tenho de o não conhecimento, nem mesmo a nível básico, do idioma espanhol poder me trazer sérias complicações, principalmente relacionadas a alimentação e localização, estou, aos poucos, vencendo meu preconceito para com o idioma, e já está nos meus planos do mês começar a estudá-lo.

O material já baixei. "Assimil: lo Spangnolo senza sfuerzo", que ensina espanhol através do italiano. Falta só começar a pô-lo em prática e torcer para que os 19 dias que ainda restam antes da viagem sejam suficientes para eu conseguir aprender ao menos como dizer queijo e ovo.

Hasta la vista!

How it all started..

Nesta semana, estava eu com meus alunos a realizar uma atividade de basic personal presentation, em inglês, e alguns alunos alegaram que uma de suas maiores motivações para almejarem aprender o idioma era "não mais querer passar vergonha". Ora, mal sabem eles como EU, their teacher, fui introduzido ao idioma; mal sabem que tudo começou com uma 'embarassing situation' prática, talvez bem mais cômica que as que eles vivenciaram, dando o ponta-pé inicial pela necessidade que me fez, posteriormente, tomar gosto pela coisa.

Sempre gostei de inglês e desde criança percebi isso. Sempre quis falar inglês. Entretanto, pra quem não é filho da Xuxa e não foi alfabetizado em inglês, querer != poder. Conhecia nomes de todas as cores, de vários animais, frutas, objetos em geral etc. WOW! Quase um nativo, hein?! Aos 12 anos, surgiu um curso de inglês no interior onde eu vivia, e meu pai se matriculou, levando-me junto, de quebra. Íamos às aulas juntos, "estudávamos" juntos. A professora até que era boa, coitada, mas acho que eu ainda não tinha discernimento suficiente para aprender um idioma. Durou um semestre; apenas alguns gatos-pingados permaneceriam no segundo semestre, e fim de curso. Não lembro de ter aprendido, portanto, algo de significativo, que eu tenha efetivamente incorporado.

Os anos se passaram, entrei na faculdade, e lá, dos 40 alunos da minha turma, todos (exceto 1) sabiam inglês. Alguns falavam, mas (quase) todos ao menos liam muito bem. Eu passava fome. Acho que era o 39°, no máximo o 38°. Lembro bem da Vivz (CAE A-level, kisses) tirando uma onda comigo só porque eu perguntei qual seria a "about table" daquele dia, após nosso almoço no RU.

Em 2005, ouvi falar das Casas de Cultura Estrangeira da UFC, embora não compreendesse bem a ideia. Ainda assim, inscrevi-me para o exame de seleção para o primeiro semestre da Casa de Cultura Britânica (CCB), enquanto vários colegas, que já dominavam inglês, inscreviam-se para a Francesa, Alemã etc. A prova abrangia português e conhecimentos gerais (leia-se história e geografia do Ceará e do Brasil). Sou das exatas, e História nunca foi a minha praia. Não tenho 'inteligência histórica', pode-se dizer. Leio, leio, leio, aprendo (decoro), e desaprendo a uma taxa de 50% ao dia. Se nem a história do mundo, que estudei (leia-se 'vi no colégio') por quase uma década, eu aprendera, quem diria a do Ceará, que nunca nem ouvira falar. Muito garotão, fui fazer a prova sem estudar (risos). Ansioso pelo resultado, fiquei muito decepcionado com a brilhante classificação de 800 e lascou-se nos classificáveis. Até pensei em ir à chamada, 'ver qualera'; desisti alguns milissegundos depois. Meu orgulho me dizia: "Eu nem queria mesmo; posso aprender sozinho."

Na época, trabalhava em um laboratório de pesquisas na faculdade. Meu "inglesão" era suficiente pra conseguir entender um artigo escrito em inglês, de 8 páginas, em uma semana, e eu estava satisfeito com isso. Achava que não havia necessidade de fazer um curso, "dava pra aprender sozinho". No ano seguinte, dois franceses vieram pesquisar VoIP lá na faculdade e 'foram bater' no tal laboratório. Eles não falavam português, e meu francês se resumia a "mercibôcú", então a comunicação era (supostamente) feita em inglês. Afinal, dizem por aí que o que importa é entender e ser entendido, né?! Acho que por isso eu tinha essa convicção de que fazer um curso de idiomas seria perda de tempo. Uma tarde, fomos lanchar e, enquanto comíamos, eu, querendo puxar assunto (leia-se querendo falar inglês), fiquei durante alguns segundos formulando (traduzindo) mentalmente como perguntar se eles já haviam ido à Praia do Futuro, aqui em Fortaleza. Não cheguei nem perto de "Have you been to the Future Beach yet?". O máximo que saiu, e com uma pronúncia incrivelmente nativa (do Ceará), foi: "Did you already go to the Future b****?". Ehrr.. Eu não sabia como pronunciar beach corretamente, e menos ainda sabia eu da existência de uma palavra(ona) com pronúncia semelhante e significado tão.. diverso. É, falei bitch sim! Os gringos mostraram-se incrédulos, refletindo sobre o que seria a tal "P*** do futuro". Meus colegas presentes riram da situação; e eu lá, de retardado, sem nem mesmo conseguir entender a piada que eu mesmo criara. Após o lanche, um dos gringos, visando me incentivar, deu-me um feedback bem positivo: "Cara, vc desenrola legal e tal, mas faça um curso, vc aprenderá muito". Naquela época eu não recebia feedbacks muito bem, mas aquele foi aceito e absorvido com uma facilidade peculiar.

No mês seguinte, as inscrições para o teste de nível da Britânica foram abertas. Eu já conhecia um pouco da gramática inglesa; verbo to be, question tags, sim senhor! Nisso eu me garantia! Estudei mais um pouco, durante umas duas semanas, focando no conteúdo e provas da seleção, e fiz minha inscrição na CCB para o 4° semestre (sim, sou afoito!). Acertei uma quantidade razoável de questões (40/50), passei para o horário que eu queria e lá estava eu cursando inglês. OK, passar na prova é fácil, quando se estuda sistematicamente para a mesma, mas.. e quanto a acompanhar o curso? Afinal, desde muito antes do S4 as aulas já são dadas em inglês, sem considerar que os alunos já vinham há um ano e meio estudando o idioma, 'tinindo'. Isto é, eu já tinha consciência de que iria passar uma fomezinha no começo. Dito e feito. Errava quase todas as construções gramaticais, pronunciava quase tudo errado (nunca esquecerei o "dj'uli" querendo falar "djul'ai"), mas aqueles que faziam esforço conseguiam me entender. ahueha. No entanto, eu me esforçava, e arrisco dizer que dentro dos dois primeiros meses do mesmo semestre eu já estava nivelado aos demais 21 alunos da turma. De lá pra cá, nunca mais parei. Raramente obtia notas abaixo de 9,0 e, sem pretensão, sempre me destacava. Terminei o 4°, 5°, 6° e 7° semestres do Curso "básico-intermediário" com um sentimento de "já sei falar inglês". Ok, eu já desenrolava legal, em ambas as habilidades escrita e oral.

Depois fiz o exame de seleção para entrar no Curso Preparatório para o FCE (3° nível dos certificados de Cambridge), também na CCB e, novamente sem pretensões, obtive o 1° lugar no exame (beijos). Entrando lá, eu vi que de inglês eu não sabia quase nada, que o idioma se estendia muito além de tudo que eu já dominava. Foram três semestres de aprendizado constante, com duas professoras excelentes, e com uma turma de nível cultural altíssimo. Todo mundo ou já tinha viajado bastante pelo mundo, ou já cursava Letras Inglês e dava aulas de inglês há tempos. Eu era o único matuto inexperiente presente, hehe. Sim, às vezes me sentia um desprovido de cultura, meio a tamanho nível intelectual de meus colegas FCEanos, com quem tanto aprendi e de cuja companhia tanto pude desfrutar.

Foram 3 anos e meio estudando formalmente inglês. Infelizmente, o CAE (supramencionado) não foi ofertado na CCB este semestre, e tive que ficar 'parado', por dois motivos básicos:
1) Não boto fé nesses cursos particulares conhecidos; nem com bolsa integral eu perderia meu tempo estudando neles.
2) A Cultura Inglesa, única além da CCB em que confio, demanda grana demais; não dá pro meu orçamento.
Talvez por isso eu exalte tanto as Casas de Cultura da UFC. Estrutura excelente, professores excelentes, alunos com um nível intelectual que adiciona bastante ao aprendizado, proficiência garantida (para quem faz por onde), e tudo isso por míseros R$ 80,00 ao semestre. Wow, hein?! Excellent!

Há um tempo comecei a usar o inglês também como ferramenta de trabalho. Já lidei diretamente com estrangeiros, entrevistando, recepcionando e acompanhando; já trabalhei com traduções, avaliações; já dei aulas particulares e para turmas. Geralmente, a primeira coisa que perguntam é: "Vem cá, e quanto tempo vc já morou fora?". Decepção, han? Ainda não pisei o pé fora do Brasil, mas garanto que é plenamente possível aprender a falar inglês fluente e corretamente sem sair do país. Aliás, conheço muitos que já moraram meses, anos fora, e têm uma proficiência questionável, hein?!

Mas, enfim. É possível que o CAE seja novamente ofertado pela CCB no próximo semestre.

I hope so.