Como maquiar falta de planejamento, inefetividade da estrutura turística do Estado e tapar buracos, tudo isso gastando-se uma mixaria e ainda saindo bem na fita por estar oferecendo vagas de estágio?
A Secretaria de Turismo de Fortaleza ensina:
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/06/iniciada-selecao-de-estagiarios-para-copa-das-confederacoes-no-ceara.html
Nos últimos anos, o turismo internacional em Fortaleza vem crescendo significativamente, e nada, ou quase nada, tem sido feito pelo poder público (municipal e estadual) no sentido de se preparar uma estrutura interna para a boa recepção de visitantes de outros países durante sua estadia no Estado.
A Língua Portuguesa não é das mais simples de se aprender, e sabemos bem disso. Turistas que vêm passar alguns dias ou semanas por aqui não vão aprender português para vir. É fato que a Língua Inglesa é, comumente, a preferida para a comunicação turística, não somente por sua facilidade intrínseca, mas ainda pela globalização tecnológica e cultural que a leva a um patamar de acessibilidade incomparável. O setor turístico fortalezense e cearense como um todo é um nicho ainda subexplorado, cabendo ao poder público preparar estrutura e logística para absorver o que é possível desse potencial de que dispomos.
Há um bom tempo já se sabia que sediaríamos a copa das confederações, e houve tempo mais que hábil para se desenhar e implementar um projeto que visasse à preparação do setor turístico local. Nada de efeito foi feito no sentido de se preparar os profissionais que lidam direta ou indiretamente com o turismo - taxistas, garçons, policiais, recepcionistas de hotel, atendentes de lojas, dentre outros. Nem mesmo no Aeroporto INTERNACIONAL Pinto Martins é possível se estabelecer comunicação em inglês com facilidade.
Preparar a médio-prazo profissionais ligados ao turismo não é uma tarefa utópica. É simples; basta um bom planejamento. Cada tipo de profissional só precisa aprender a se comunicar no idioma estrangeiro dentro daquele contexto em que trabalha, nível este que pode ser facilmente atingido com alguns meses de carga horária presencial, aplicando-se um bom método customizado.
O governo preferiu esperar o tempo passar, como geralmente faz, até que não houvesse mais tempo de se aplicar uma solução efetivamente sustentável. Assim, partir-se-ia para o Plano B. Um Plano B poderia ser contratar profissionais de outras áreas, já experientes com o uso do idioma, para intermediar a comunicação ou, em alguns casos, até mesmo substituir o profissional fixo. Mas profissionais bilíngues são caros...
Logo, o que se faz?
Ofertam-se vagas de ESTÁGIO!
Covenhamos que se pode exigir quase que a mesma qualidade - que, muitas vezes, acaba até mesmo sendo superior - por um valor que pode chegar a ser dezenas de vezes menor. Afinal, estagiário pode trabalhar 30 horas por semana para ganhar 750 reais por mês, valor este que não pagaria sequer míseras 15 horas de trabalho de um profissional bilíngue contratado temporariamente. Há de se atentar, ainda, que este estágio não visa a desenvolver o inglês do estagiário, visto que fluência no idioma é pré-requisito para a seleção.
Desta maneira, o serviço acontecerá perfeitamente, para gringo nenhum colocar defeito.
Os profissionais reais do turismo, que deveriam estar em pauta, são escondidos e vão temporariamente a escanteio, continuando sem receber capacitação.
Resolve-se o problema pontualmente e depois se pensa em uma solução mais efetiva para a Copa do ano que vem; ou... apenas se espera chegar o mês de maio e se promovem mais VAGAS DE ESTÁGIO.
Mande já o seu CV!

Um comentário:
é exatamente isso que ocorre,um make no turismo para os gringos a valores irrisórios que não paga nem se quer o gasto e esforço que você teve em aprender uma língua,muito cara de pau em exigir "inglês fluente" pagando R$ 750,00...e quando se vai fazer uma análise crítica da situação muitos estudantes tornam-se reacionários por acharem dignos serem tratados indignamente, vai entender !!!!!!
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