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domingo, 12 de setembro de 2010

Eleitores de Marina Silva, 43

Temos apenas 3 semanas até as eleições, e o cenário atual é deprimentemente frustrante. Não conseguiremos mudá-lo apenas assistindo o processo "natural" acontecer. Temos duas opções:
1) Assistirmos passivamente para ver se o Lula elege a Dilma em 1° turno, ou se a globo coloca o Serra no 2° turno;
2) Tentarmos fazer algo a respeito na perspectiva de causar alguma alteração no cenário atual e levar Marina ao 2° turno.

O grande problema dessa eleição é que os brasileiros, em maioria, estão tratando-a como uma disputa Lula x FHC, onde, entre o mais-ou-menos e o ruim, o mais-ou-menos ganha. Ora, vejamos. O Serra não é o FHC; e tem uma lábia que me impressiona mais a cada dia, com uma oratória excelente, e consegue iludir qualquer interlocutor que restrinja sua opinião e intenção de voto ao que vê na TV - minha avó que o diga. A Dilma não é o Lula; e acredito muito pouco em seu pseudo-propósito populista em prol do social - pra mim ela é um tucano disfarçado atrás de um urso, em uma floresta cheia de pseudo-árvores e galhos sem estabilidade.

Mas temos mesmo que escolher entre o marrom e o preto? E o verde, da esperança, vai pro ralo? Vai embora juntamente com o verde da bandeira nacional? Vivíamos reclamando da falta de opções em nosso cenário político, e quando de repente uma candidata honesta, íntegra, ética, imparcial, visionária - e mais 500 outros adjetivos que eu poderia citar - aparece, apenas a ignoramos? Marina existe e está aí, uma luz no fim do túnel, uma possibilidade supostamente utópica, mas existente.

Por que o povo não lembra dela? Todos sabemos que a maior parte de seus eleitores são estudantes universitários e a classe média-alta. Por que será, então, que a massa populacional em geral, sequer, cogita ela como uma possibilidade? Considero que seja falta de informação, aliada ao analfabetismo funcional que gera essa má leitura da situação política atual, resultando no cenário de interpretação descrito anteriormente.

Mas falta de informação se resolve, e não vai ser com ajuda da globo entretenimentos. Podemos, nós mesmos, investir nosso tempo em prol do que acreditamos. Quando eu falo em fazer algo a respeito da candidatura da Marina, não me refiro a sair pelas ruas ostentando bandeiras, colar adesivos, colocar "Marina 43" no subnick do MSN. Não precisamos de politicagem, não precisamos "pedir votos". Falo de medidas sustentáveis e efetivas.

Por que será que alguns de nossos amigos, universitários ou não, de classe média-alta ou não, nem cogitam Marina como uma possibilidade? Que tal investirmos um pouco do nosso tempo em conversas, diálogos, levar um pouco da informação que temos às pessoas que julgarmos capazes de entender a complexidade simples que temos a analisar? Assim, investindo em mentes, podemos conseguir novos agentes em prol da Marina, que podem também se sentir motivados a transformar novas mentes nessa perspectiva, e em árvore teríamos uma chance razoável de conseguir alguma mudança.



Cartazes, frases, essa mídia simplista não ajuda muito no caso da Marina. O que precisamos levar pras pessoas é sua biografia pessoal, seu histórico político, suas ideias e propostas de mudanças. Vocês verão que nenhum cidadão de bom senso e com um mínimo de discernimento e flexibilidade analítica se recusará a amadurecer essa possibilidade. E assim talvez possamos também minimizar o efeito dessa ideia de "eu votaria nela, mas..", daqueles que estão se rendendo às circunstâncias atuais, achando que estariam desperdiçando seu voto e dando chances ao Serra de ir ao 2° turno.

Pensemos a respeito. Ainda há tempo. Ainda vejo uma lámpada no fim do túnel, com seu filamento apenas esperando energia para acender, virar luz e ascender.

Atenciosamente,

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