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quarta-feira, 28 de julho de 2010

De Sucre a Potosí, rumo a Uyuni

O voo foi bem tranquilo e só então pude observar o território ultraacidentado boliviano. Quaisquer 1Km² planos lá é um achado.
Embora a aeronave da Aerosur fosse feia e não tão estruturada quanto a da Gol, o lanche superava o da Gol em anos-luz; qualquer cholla na rua vendendo pollo con papas pode superar o lanchinho da Gol, convenhamos. Aterrisamos em Sucre, pegamos nossos equipajes y mochillas e fomos rumo à primeira pechinchada: o taxi para a rodoviária. Queixa um, queixa dois, e o terceiro nos fez pelo preço que queríamos. É impressionante como taxi lá é uma coisa barata, consequência de sua gasolina a aproximados e custosos R$ 1,03 o litro. Fui observando a cidade, que era nossa primeira impressão em terra da Bolívia. Eles também têm ruas, semáforos e propaganda da coca-cola everywhere (atenção ao preço, abaixo: coca de 600mL por 2,50 bols - equivalente a 63 centavos de real). Destaque para as praças, que são elegantemente decoradas com muitas variedades de plantas e flores. Lindonas, idênticas às de Fortaleza ^^. Logo chegamos à rodoviária, mas antes mesmo de sair do táxi já havia algumas pessoas nos abordando com o monótono "Potosí?", "Potosí?". Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Lá, eles não esperam você ir à agência comprar as passagens. Eles saem à rua em uma espécie de leilão e te prometem mundos e fundos para conseguir vender suas passagens. Ofertaram-nos também uma possibilidade de ir de carro a Potosí, por um preço um pouco maior. Achei tudo muito estranho e não estava a fim de dar muita confiança aos vendedores na rua. Fomos à rodoviária e, após passar em duas agências, pechinchamos na terceira e compramos nossas passagens para Potosí. Tínhamos 1 hora para circular pelo local, comer e descansar. Logo percebi algo peculiar: a vestimenta das senhoras. Mais tarde, eu ficaria sabendo que aquelas eram as famosas Chollas, como são conhecidas internacionalmente. As Chollas são as senhoras locais, que geralmente vendem "guloseimas" e outras coisas na rua. Todas se vestem igual, usando um modelito estilo inverno composto de uma meia estilo jogador de futebol, uma sandália ou chinelo por cima, um saiote até o joelho (geralmente xadrez), um poncho cobrindo a blusa de frio, duas tranças gigantes em seus formosos cabelos, cobertos por um chapéu, sem esquecer de sua bolsa nas costas (um pano que elas amarram em um formato de mochilla e prendem nas costas para carregar qualquer coisa - leia-se qualquer coisa, inclusive crianças.


Segundo desafio
: comer na Bolívia. Nada pesquisara eu sobre a culinária boliviana, e tanto receio tinha que levei comigo um kit salva-vidas básico (miojos, leite em pó, club-sociais, PTS etc.), na esperança de que me seria útil em um eventual despreparo local para minha alimentação ovo-lacto-vegetariana. Fomos a um restaurante anexo ao terminal. Um estilo bem.. diferente. Um balcão colorido, uma estufa com pedaços enormes de frango e de batatas, com direito a muito óleo. Era o tradicional petisco "pollo con papas". Não demorou muito para eu descobrir que os bolivianos não têm o costume de secar o óleo dos alimentos que fritam. Do jeito que tiram do óleo, vendem-no! Por isso são tão gordinhos! E as meninas, cheias de 'culotes' ;P. Olhei para a placa, e mais uma palavra para meu vocabulário español: almuerzo. Janta eu já sabia, das lições. Vendo a situação do restaurante, eu obviamente não perguntaria se eles teriam opções para vegetarianos. "Señor, yo no como carne, entónces poderias cambiar la carne de mi almuerzo por huevos y papas?". Foi papa! Digo, foi batata! Ele me entendeu, e 15 minutos mais tarde vinha mi premero almuerzo en Bolívia. Tirando o fio de cabelo tradicional, tava muy gostoso.

Terminamos de comer, e Felipe comentou que Sucre era
internacionalmente conhecida por seus chocolates. Na rodoviária havia várias lojas de chocolates, e fomos tentar pechinchar. Vários tamanhos, formatos e sabores. Acabamos por não comprar nada, tendo em mente que ainda teríamos 20 dias de viagem e os chocolates para presente não resistiriam a tanto; seríamos obrigados a comê-los antes que derretessem. Nosso autobus chegou e nele entramos. A viagem foi tranquila, e a estrada era bem boa! Muitas paisagens bacanas. Fiquei toda a viagem observando e tirando fotos.

Após umas 4 horas de viagem, chegamos a Potosí. Tínhamos que correr para comprar a passagem para Uyuni, de um ônibus que, conforme pesquisado, sairia dentro de alguns minutos. Perguntávamos onde ficava a rodoviária, e cada um dizia uma coisa diferente. Depois de umas 4 abordagens, perguntei a um senhor que passava na rua, e ele, gentilmente, ligou para alguém que foi nos buscar, de táxi, para levar-nos a uma agência que fazia viagens para Uyuni. Logo percebemos que se tratava de sua própria agência ^^. Compramos nossos bilhetes e tínhamos ainda alguns minutos para a partida. Na agência havia um garoto inglês. Animado para praticar meu inglês britânico, pus-me a conversar com ele. Fail. Não lembro de que região ele era, mas seu inglês era tão rápido e enrolado que eu entendia 50% do que ele falava. Havia alguns pontos turísticos na cidade a conhecer, mas não tínhamos tempo. Só mesmo podíamos ver el mirador, lá longe. Fui sacar umas fotos, e uma cholla me alertou que a cidade era muito violenta; que eu deveria tomar cuidado com minha câmera e com minhas mochillas. O mirador nem era assim tão bonito mesmo ;P. Meu amigo queria ir ao banheiro, e fui acompanhá-lo.

Lá, há muitos baños públicos. Definição geral: um cubículo imundo e fétido que muitas vezes você se vê obrigado a usar e ainda tem que pagar por isso, para manter os padrões de qualidade do estabelecimento. Minha primeira experiência foi no de Potosí. Um terror. Imagina um espaço de 10m² dividido entre cabines masculinas de um lado, femininas do outro e um corredor no meio, separando-as. As cabines têm cerca de 1,6m de altura; isto é, se você é mais alto que isso, pode, sem muito esforço, estabelecer contato visual com os inquilinos momentâneos da cabine, ao passar pelo corredor. Do lado esquerdo, com homens, e do lado direito, com mulheres. Se você não for tão alto, há ainda a opção de aproveitar a brexa entre a parede e a porta, uma vez que esta não encosta completamente - há um espaço de quase 1cm de largura a ser explorado. O odor de cada cabine se mistura ao centro e vc, ao esperar por sua vez, pode desfrutar de uma mistura de odores (ácido úrico, enxofre etc.) e sensações (nojo, ânsia de vômito e muito mais). Não há descarga nos compartimentos, então vc tem que pegar a canequinha e buscar água em um tambor, no corredor. Ah! Logo ao pagar, vc recebe um pedaço de papel higiênico de uns 30cm. Esbanje-o e faça bom uso. :) Eu já tinha pagado, mas minha vontade de urinar passou. Deixaria pra fazê-lo no ônibus.

Logo chegou nosso autobus. Bem tosco e sem baño. Meus amigos estavam sonolentos e dormiram durante quase toda a viagem. Sorte deles. Eu, que geralmente não tenho sono antes das 2h da manhã, fui apreciando a viagem. Nunca estivera em estrada tão perigosa. Montanha de um lado, abismo do outro. Sem cercas de proteção nem nada. Largura para um automóvel. Quando vem um de cada lado, um tem que subir um pouco o pé da montanha para dar espaço ao outro, que passa um fino de cair. Luz na estrada é utopia. Sinalização, nenhuma. Ao menos na estrada de Santa Cruz para Sucre há cruzes, dizem. Nesta, nem isso. Nessa hora concluí que não era à toa que as companhias só faziam essa viagem à noite. Imagina a galera acordada, vendo a estrada. Meu assento era justo do lado do abismo. Confesso que fui a viagem toda com medo. Qualquer mínimo descuido do motorista resultaria em adeus instantâneo de todos ali dentro. A cada curva, um suspiro. Foi a viagem mais trash que já fiz. Minha bexiga, a essa altura, estava tão dilatada quanto podia, e eu não aguentaria mais nem 5 minutos. Logo que o ônibus desceu a montanha, e eu vi planície, era hora de pedir ao motorista para dar uma parada, para que eu pudesse urinar. Esse verbo não fazia, ainda, parte do meu vocabulário. Tinha um dicionário dentro do meu bolso, mas as luzes do ônibus estavam completamente apagadas. A lua cheia não fazia tanto efeito. Peguei meu celular, para iluminá-lo, e vi que a bateria estava descarregada. Ligando-o, ele demoraria uns 5 segundos para desligar automaticamente. Eu tinha que ser rápido no dicionário. Depois da terceira tentativa, consegui ver. Fiquei frustrado ao ver que urinar = orinar. Tão previsível! Comecei então a trilha que ia do meu assento até a cabine do motorista, composta de muitos obstáculos no corredor (mochillas, colchões, pernas atravessando, niños dormindo etc.). Formulei uma frase breve e eles pararam. Meu menino quase congela, de tanto frio. Mas subi de volta ao ônibus feliz e satisfeito, com outra cara. Logo chegamos a um vilarejo onde havia uma bodega, em que o ônibus parou para que pudéssemos comer. Não entendi bem que tipo de refeição era aquela, quase meia-noite, mas pedimos uns comesitos. Diliça!

Mais algumas horas, e chegamos a Uyuni. Apenas uma sensação: frio. Extremo. Eu só tinha um pensamento em mente: encontrar qualquer local para me esconder do frio. Não tínhamos reservado nada, mas logo de cara vimos vários, na mesma quadra. Fomos ao mais próximo, batemos e entramos. Já conseguia até respirar, passado o frio congelante outside. Era um negócio bem desajeitado e amontoado, não curti muito, mas àquela hora da madrugada, com aquele frio, eu não tinha mais coragem alguma de ir procurar outro local. Conseguimos um desconto e ficamos por lá mesmo. Hora do baño, afinal já fazia mais de 24h que não tomávamos uma ducha. Tínham-nos prometido ducha caliente, mas caliente mesmo só a gatinha do ônibus. Brinks, as bolivianas são dragões personificados. Adiei. Minha cama parecia uma rede, naquele formato em U. Olhei para aqueles lencóis e cobertores com tanto desprezo, que não tive coragem de usá-los. Peguei meu lençol fininho mesmo, e passei frio a noite toda. Foi show!

Noite fria. Bem fria. Acordei com aquela sensação de que nada dormido tinha. Fiquei muito contente ao saber que o problema da água caliente era só à noite, e que pela manhã já era possível tomar uma ducha caliente. Foi su-ces-so! Lá a ducha era em um compartimento, e o baño em outro. A ducha era até limpinha, já o baño era imundinho, mas frequentável. Entretanto, as opiniões divergem. Clique sobre a imagem ao lado, da porta do banheiro, e tire suas conclusões ^^.

Tudo pronto, agora era hora de irmos atrás da nossa trilha rumo ao Salar de Uyuni.

sábado, 24 de julho de 2010

Llegando a Santa Cruz de la Sierra

No aero de Fortaleza, conheci o Andrei. Embarcamos no nosso voo e foi tudo tranquilo. Chegamos a São Paulo à noite, e logo na passagem para a conexão avistamos nosso amigo Felipe, facilmente reconhecível por seu nariz peculiar. Trocamos beijos e carícias, e juntamo-nos a explorar o Duty Free - aquela lojinha dentro do aero que vende de tudo por um bom preço (pra gringos) pela qual vc é praticamente obrigado a passar; mesmo sabendo que não compraríamos PN, perguntávamos o preço de tudo, e eu, lembrando que não tinha passado perfume, aproveitei os refis e passei discretamente nos braços e pescoço a fragância de que mais gostei. Logo embarcamos no nosso voo para Santa Cruz; era hora de cruzar a fronteira aérea Boliviana.

A Bolívia tem uma área territorial aproximada à do Estado do Amazonas, no Brasil; isto é, não é tão pequena assim. Dados estatísticos apontam que 1/3 da população de todo o país concentra-se em apenas três cidades: La Paz, Sucre e Santa Cruz de la Sierra. Em alguns lugares do mundo, ensina-se no colégio que sua capital é La Paz, embora La Paz seja apenas a capital administrativa. Os bolivianos fazem questão de enfatizar que sua capital é, na realidade, Sucre, que é a capital Constitucional e Judicial. Santa Cruz de la Sierra é a cidade mais populosa do país, com um pouco menos de 2 milhões de habitantes - isto é, menor que Fortaleza.

Logo que chegamos ao aero, tínhamos que passar pela imigração. Certo de que meu cartão de vacinação seria exigido, saquei-o prontamente. Que nada; fiquei com uma sensação de que tomara duas agulhadas de graça. Começou então o desafio do espanhol. Antes de viajar, eu estudara um pouco. Un poquito, como já dizia o amigo Rodrigo Solano, do Aprendiz 2010. Já sabia falar no presente e no passado; com alguns verbos, claro. Não foi preciso tanto. Poucas palavras e, ao perceberem que éramos brasileiros, senti uma certa redução de burocracia. Já estávamos com nosso carimbo de entrada na Bolívia; e o coitado do Felipe, que até passaporte tinha tirado, nem pra tê-lo carimbado - muito esperto, despachara-o junto com sua mochila.

Nosso primeiro objetivo era fazer a trilha do Salar de Uyuni. A trilha se inicia na cidade de Uyuni, no Departamento de Potosí. Para chegar lá, havia dezenas de alternativas, mas optamos por (leia-se: o Felipe estudou e selecionou) a rota Santa Cruz - Sucre - Potosí - Uyuni. Para ir de Santa Cruz a Sucre, há dois meios principais: ônibus ou avião. É bem perto, mas dizem - e enfatizam - que a estrada é tão ruim, que a viagem de ônibus demora cerca de 14 horas, podendo estender-se a mais de 20h, com direito a muitas curvas, montanha de um lado e abismos do outro, e muita sinalização, esta constituída integralmente de cruzes. Chamam-na de estrada da morte. Preferimos economizar um dia e nossas vidas pegando um voo de 40 minutos e pagando apenas um pouco a mais. O voo da Aerosur só seria de manhã; ainda tínhamos uma madrugada inteira para desbravar o aeroporto de Santa Cruz, quase vazio.

Primeiro passo: sacar dinheiro. A moeda local é o peso boliviano, chamado resumidamente de boliviano, de valor bem baixo. 1 dollar vale cerca de 7 bolivianos; 1 real vale quase 4. Sacamos algumas notas, suficientes para passarmos os primeiros dias. O voo para Sucre só seria às 10h da manhã; ainda teríamos uma madrugada inteira e eu estava sem sono. Fui conhecer o baño. Normal. Única coisa estranha que notei foi a descarga, que quase não consegui encontrar. Vimos uns troços estranhos de madeira que nos fizeram demorar alguns segundos para percebermos que se tratavam de cadeiras de engraxate. Muito chique! Dentro de aeroporto, nunca tinha visto. Circulando pelo aero, vi um estabelecimento com a chamada "su hotel en el aeropuerto". Feliz por ter encontrado um lugar para dormir, perguntei 'como era o esquema' e a atendente falou que custaria US$ 10 por 2 horas de descanso. Neste momento até meu sono, que estava chegando, passou. Circulei mais um pouco e, do outro lado, vi os assentos de espera para embarque. Foi amor à primeira vista, certeza! A família aí ao lado que o diga! Os bancos não têm divisórias e são incrivelmente confortáveis, além de serem dispostos em fileiras de 4 assentos. Parecia tudo milimetricamente calculado para uma boa noite de sono. Procurei o meu, coloquei o carrinho com as malas de lado e caí no sono.

Já no 4° estágio REM de meu sono, ouvi uma voz delicada que parecia participar dele, com uma frase repetitiva. Acordei. Era a funcionária do aeroporto, anunciando enfaticamente que aquela era a última chamada para um voo qualquer. Lá a última chamada é feita pelo menos 3 vezes. Já era dia, e eu já não mais tinha sono, apenas um leve incômodo nos olhos. Primeira noite usando lentes e, como previsto, esquecera de tirá-las; fortuitamente, o incômodo passou após uma lavagem matinal. Meus amigos ainda dormiam. Vi uma placa apontando "el mirador". Pouco curioso, fui lá sacar umas fotos. Nada demais. A esta hora, o aero já estava lotado de passageiros fazendo check-in. Descemos para tomar café. Havia uma Subway no aero. Aqui em Fortaleza eu sempre passo longe de lá. Não go$to muito. O mais próximo a que já fui foi quando minha prima queria comer um sanduíche de R$ 10,00 naquele da Dom Luís. Eu, não tão faminto, comi um cachorro quente delicioso na outra esquina. Lá na Bolívia é tudo tão barato que o sanduíche mais completo do Subway dentro do aeroporto custava cerca de 24 bolivianos, equivalente a pouco mais de 6 reais. A variedade de verduras de que eles dispõem é considerável. Esbanjei-me com uma promoção que incluía um café e um sanduba por 14 bols (R$ 3,50). Por fora, pedi un jugo. Havia de durazno e de piña. Angustiei-me por não ter chegado até a lição de frutas. Embora eu goste de todo tipo de suco, dos bolivianos eu desconfiava um pouco. A atendente não falava inglês, nem soube me explicar de outra maneira que frutas eram aquelas. Alguém na fila percebeu a situação e me disse que durazno era pêssego; nunca mais esqueci. Pedi-o prontamente, sem mais querer saber o que era piña. Estava tudo muito gostoso e fiquei duplamente satisfeito por ter gastado aproximadamente R$ 5,00 por un desayuno do Subway dentro do aeroporto. Fizemos o check-in e logo já estávamos na aeronave, rumo a Sucre.

domingo, 4 de julho de 2010

Se vira nos 30

Quarta-feira, dia 23 de junho. Voo às 4:30 da tarde; internacional, então teoricamente eu teria que estar no aeroporto às 2:30, pra fazer check in e tudo mais. Logo, eu teria que fazer 6 provas (2 na faculdade, 2 no alemão e 2 no italiano), ir ao oculista pra fazer exame e pegar minha lente (pisca), ajeitar mala, fazer umas comprinhas e resolver mais uma dúzia de pendências.

Provas na faculdade. Duas finais de graça. Em uma, mesmo eu estando com média boa, o prof. me deixou de final por causa das faltas. rs. Mas foi tranquilo.

Provas do italiano. Tinha que ter lido um livro pra fazer a prova oral. Cadê o tempo? Fui na cara de pau fazer a prova, após ligar para uma amiga, que me resumiu a estória do livro em 3 minutos por telefone. Haha. A professora foi gente fina e, percebendo que eu não lera o livro, deixou-me falar sobre outro assunto. Nada mais oportuno pra mim que eu falar sobre a viagem que faria em algumas horas. Desenrolei. ;P

Provas do alemão. Também tinha que ter lido um livro. E, convenhamos, ler um livro de alemão é sacal. Apenas 10 páginas já são o suficiente para gastar horas e horas traduzindo vocabulário. Nem adianta, alemão não é o tipo do idioma que dá pra vc deixar uma palavrinha aqui e outra ali sem traduzir e "entender pelo contexto". Pq, tipo... muitas vezes há mais palavrinhas desconhecidas que conhecidas. :/. Obviamente, não o li. Confiei-me que conseguiria ligar pra um amigo e ele me contaria a estória. Não consegui contactá-lo e, mais uma vez, fui na cara de pau, mesmo sabendo que o professor não permitiria em hipótese alguma que eu fizesse a prova sobre um outro tema qualquer. Pra minha sorte, o professor do alemão esqueceu que tinha marcado comigo a prova na manhã da quarta e, quando lhe liguei, ele disse que não haveria como eu fazer a prova antes de viajar. Dispensou-me das duas provas, afirmando que repetiria minhas notas orais. Achei pouco bom ficar com 9 na média. haha.

Compras com a nama. Meus primeiros sunglasses de mais de 15 reais (30 rs). Uma sunga, já que a minha tava vencida. Uma calça e mais alguns ítens importantes para a viagem. Tudo OK.

Lentes. Há 8 anos que "uso" óculos. Deveria ser direto, mas acho muito incômodo e só uso quando estritamente necessário (assistir aula, TV e dirigir). Pra avacalhar ainda mais, meus óculos estavam mais ralados que meu joelho na época em que praticava esportes no colégio. Viajar para conhecer várias paisagens bacanas e ter que ficar colocando óculos direto, um saco, né?! Apelei pras lentes. Com um pouco de receio, já que eu sou muito indisciplinado e descuidado com esse tipo de coisas. Mas resolvi correr o risco e, em meia hora, saí de lentes - com meu grau certo, que o oculista anterior tinha errado ¬¬.

Mala. Nem tinha mochila grande, e as que vi na Centauro estavam too expensive. Resolvi arriscar pegando a mala gigante do meu irmão. Ela e uma mochila pequena. Dica: nunca faça isso. Quando for viajar, mochilar, o próprio nome já diz tudo. Se não tem mochila grande, COMPRE. Dica de quem está sofrendo com as consequências disso. ;)


Aero. Fui terminar de arrumar minha mala 50 minutos antes do voo. Correria para conseguir chegar 35 minutos antes, certo de que teria grandes problemas devido a meu atraso. Mas que nada. O dia tava se abrindo pra mim. Tudo dando certo. Check-in rápido e logo já estava no avião.

Então era só esfriar a cabeça, há dias estressada, relaxar e.. curtir a viagem. ;D