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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Teste Psicotécnico

Ñintendo.


Há certas situações com as quais convivemos que, dificilmente, observamos com um senso mais crítico. Algo que sempre me chama atenção, em particular, são nossos fotossensores de trânsito, vulgos "cabeções".

Você está dirigindo, quase que em uma espécie de racha, e, de repente, um aviso com fonte 500 na estrada, alguns metros antes do próximo "cabeção", para lhe avisar: Sorria, você está sendo filmado - Freie, senão será fotografado. Você dá aquela freada, passa pelo bendito, e volta a ser feliz 2 segundos após.

Ora, vejamos. Se um fotossensor serve para detectar infrações de velocidade excessiva na via, qual é a lógica implícita em se avisar que há um fotossensor alguns metros adiante? Não parece um teste psicotécnico?
"Você é idiota? Se for, continue com 100Km/h e daqui a alguns meses receba alguns pontinhos e uma gorda multa. Senão, dê uma freadinha de leve, até o limite de velocidade + 10% da margem de erro, apenas por alguns segundos, e depois pode meter o pezão novamente".

É ou não é ridículo?
E não me venha com essa de "método educativo", porque isso não tem nada de educativo.
Afinal, você não educaria seu filho assim:

"Filhão, você precisa estudar todo dia, 2h por dia, de 14 às 16h. Se, por acaso, papai precisar ir em casa neste horário, papai vai te ligar pra que você saiba que estou chegando em casa, e você terá então 5 min para, se não estiver estudando, abrir rapidamente um livro qualquer e folheá-lo, fingindo estar lendo-o. Papai não vai demorar muito em casa, no máximo alguns minutos. Mas, lembre-se, você tem que estudar, ok?"

Em uma outra analogia, imagine-se como um professor. Você não educaria seu aluno assim:

"Estimado aluno, esta avaliação visa averiguar se você está apto a prosseguir, e isto terá um impacto direto na sua profissão futura, afinal você precisará deste conhecimento para exercê-la. Portanto, você não pode pescar. Vou deixá-lo sozinho nesta sala e, sempre que eu precisar voltar, pressionarei uma sirene 5 minutos antes de entrar, para que você saiba que estarei chegando e, caso esteja fazendo algo de errado, dê tempo estar a postos. Prometo que serei breve em sala. Deal?"

Repito, é ou não é ridículo?

Como se não bastassem os cabeções estáticos, ainda há o terror do condutor apressadinho: os radares móveis. Estes, disfarçados, simplesmente têm (sic) a cara-de-pau de não avisar que ali estão, 100 ou 200m antes. E, pra piorar a situação, vivem mudando de local. Não é uma falta de absurdo?